A Supercopa da Europa 2025, disputada entre Paris Saint-Germain e Tottenham, foi palco de um gesto político raro e direto. Antes da bola rolar no Estádio Friuli, em Udine, uma faixa foi estendida no gramado com os dizeres: “Stop Killing Children, Stop Killing Civilians”. A mensagem, em inglês, não citava nomes — mas o alvo era claro: Israel, em meio à crescente pressão internacional por conta da ocupação militar na Palestina.
O ato foi protagonizado por nove crianças refugiadas que vivem na Itália, vindas de zonas de conflito como Afeganistão, Iraque, Nigéria, Ucrânia e Palestina. A cena ganhou ainda mais peso no fim da partida, quando duas crianças palestinas participaram da cerimônia de premiação ao lado do presidente da UEFA, Alexander Ceferin. O gesto foi compartilhado pela entidade em suas redes sociais, reforçando o tom de crítica humanitária.
Nos bastidores, a UEFA também anunciou o reforço de parcerias para levar ajuda vital às crianças em Gaza, ampliando seu apoio humanitário em zonas de guerra. Mas nem tudo foi bem recebido. Dias antes, a entidade havia feito uma homenagem ao ex-jogador palestino Suleiman Al-Obeid, morto em um ataque israelense. A publicação, vaga e sem detalhes, gerou reação imediata do atacante egípcio Mohamed Salah, que cobrou publicamente: “Pode nos dizer como ele morreu, onde e por quê?”
O futebol, que por décadas tentou se manter neutro, agora parece entender que há momentos em que o silêncio é cúmplice. E que, mesmo sem citar nomes, há mensagens que gritam.
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