Na noite da última terça-feira (13), um ônibus da linha 6091/10 (Vargem Grande – Terminal Santo Amaro), operado pela Viação Grajaú, foi incendiado na Estrada da Colônia, em Parelheiros, zona sul da capital. O ataque ocorreu durante um protesto contra uma reintegração de posse. O coletivo foi depredado com pedras e pedaços de pau antes de ser tomado pelas chamas — e o mais grave: havia passageiros dentro.
O motorista tentou seguir viagem, mas foi interceptado. Os ocupantes foram obrigados a descer às pressas, enquanto o fogo consumia o veículo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. A Polícia Militar também esteve no local, mas foi hostilizada. Uma viatura foi apedrejada. Ninguém foi preso.
Segundo a SPTrans, a interferência começou às 18h48 e afetou a circulação de quatro linhas até as 3h30 da manhã seguinte: 6073/10 (Jardim Santa Terezinha – Terminal Varginha), 6L05/10 (Barragem – Terminal Parelheiros), 6091/10 (Vargem Grande – Terminal Santo Amaro) e 6093/10 (Vargem Grande – Terminal Grajaú). A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte repudiou o ato de vandalismo.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio, incêndio, dano e atentado contra a segurança de transporte coletivo. A investigação está a cargo do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos.
Entre junho e agosto, a SPTrans contabilizou mais de 600 ataques com pedras a ônibus na capital. A Artesp, responsável pelo transporte intermunicipal, registrou outros 340 casos na Grande São Paulo. A cidade segue em movimento, mas cada vez mais à beira do colapso.
O ônibus virou alvo. O passageiro, escudo. E o Estado, como sempre, embarca só depois da tragédia.
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